31 de dez de 2012

Comemorações do ano novo


Diferente do Natal, o Oshogatsu (Ano Novo) é a data mais importante no calendário japonês, pois é festejada com diversas práticas tradicionais que se prologam por vários dias. Toda preparação para  esta celebração se inicia no mês de dezembro. 

É importante enfatizar o forte cunho religioso incorporado as celebrações. Tudo começa pelo "osoji", a faxina geral que deve ser feita até o fim do ano, a intenção é de não só limpar o espaço físico mas também espiritual. Afinal o Oshogatsu é o marco zero para a renovação e recomeço.

A volta a terra natal para passar com os familiares o ano novo também é muito comum. Nesta época os meios de transportes entre as províncias praticamente ficam lotados, o que dificulta bastante a sua locomoção se não adquirir as passagens com antecedência.

Passagem do Ano

Para os budistas, à meia-noite há a cerimônia Joya-no-Kane*(vídeo abaixo), que consiste em 108 baladas dos sinos dos templos japoneses para comemorar a passagem do ano novo. Os japoneses acreditam que estas badaladas servem como uma despedida das aflições que sofreram no ano anterior.

* Na noite do dia 31 de dezembro, muitos japoneses vão aos templos para assistir esta cerimônia. De acordo com a crença budista, as 108 badaladas representam os 108 pecados do homem, e ao tocar o sino esses pecados são afastados, a fim de que o homem possa entrar purificado no novo ano.
Muitas famílias também passam o ano novo assistindo o tão famoso programa musical, Kohaku Utagassen, que já se tornou uma tradição no Japão.
Na véspera do ano novo, as famílias costumam também se reunir para comer o Toshikosi-sobá - literalmente macarrão de passagem de ano. Costume esse que começou  no período Edo (1603-1867), quando as pessoas acreditavam que o mesmo ajudava a atrair dinheiro. Mas na verdade hoje, por ser fino e longo, simboliza longevidade, porque lembra a barba e cabelos brancos dos deuses da longa vida.

Osechi Ryori - refeição dos primeiros três dias do ano

A tradição de comer esta refeição começou há muito tempo atrás no período Heian ( 794- 1185) onde originalmente os pratos eram servidos como uma oferenda aos deuses. Atualmente, é a refeição especial que os japoneses saboreiam no três primeiros dias do ano, e não há como confundi-lá pois são comumente encontrados em caixas semelhantes ao do obentô.

O preparo dos Osechi Ryori variam de regão para região mas  todos independente de como for feito simboliza algo relacionado com boa sorte ou felicidade.
Hatsumode - a primeira visita ao templo budista ou santuário xintoísta

Nas primeiras semanas do mês de janeiro, milhares de japoneses costumam visitar os principais santuários do Japão. O objetivo dessa visita é rezar por saúde e felicidade no ano que está se iniciando. Além de rezar o hatsumode, principalmente para os jovens é momento de descontração, onde eles podem vestir coloridos quimonos e passear com seus familiares, amigos ou namorados(as)...
Kakizome - primeira caligrafia do ano

Logo no início do ano muitos japoneses pegam um papel branco e escrevem cuidadosamente, com pincel japonês e tinta nanquim, um poema ou uma frase clássica que represente o ano novo para eles.
                                            
Hyakunin Isshu
Jogo de cartas típico do Ano Novo. As cartas têm impressas uma coleção de 100 famosos waka (poema clássico no formato tanka, 31 sílabas). São dois conjuntos de cartas: um com os poemas e outro com apenas as últimas 14 sílabas dos mesmos poemas.

A medida que o narrador lê um poema do primeiro conjunto de cartas, os jogadores devem escolher do outro conjunto a carta que completa o poema. Ganha quem apanhar mais cartas. 

Observando a maneira como os japoneses comemoram a passagem do ano, podemos compreender muito da filosofia de vida desse povo. Ainda há tempo para se misturar à multidão que visita os templos e imitá-los em seus rituais, renovando o espírito para o novo ciclo em nossas vida.

Otoshidama - Presente em dinheiro dado às crianças

Ansiosamente aguardado pelas crianças japonesas, o otoshidama é o presente em dinheiro que pais e parentes dão no Ano Novo às crianças, para que elas possam comprar algo que desejam. 
Essas tradições são alguns exemplos das diversas que são praticadas durante a passagem de ano no Japão, caso lembrem de alguma que não tenhamos abordado, fiquem à vontade para comentar! =)
Fonte: japaoonline

23 de dez de 2012

Natal no Japão

Diferente do Brasil o Natal no Japão não é tão comemorado e também não tem significado religioso justamente porque grande parte da população é praticante do Xintoísmo ou Budismo, exceto pelos cristãos estrangeiros residentes no país.

Nos dia 24 e 25 trabalha-se normalmente, principalmente porque para eles é apenas mais uma data marcada para aumentar as vendas do comércio. Mas também é possível encontrar decorações espalhadas pelas ruas e lojas e em algumas casas!
O comércio é bastante movimentado nesta época justamente porque pais costumam dar presentes aos seus filhos e filhas, os namorados costumam levar suas namoradas  para jantar em locais mais caros, viajar, enfim curtir bastante a dois mas também ao estilo Valentine's Day ou o White Day e também porque todos consomem bastante...
Por lá não há ceias em família, nem almoço natalino ( *exceto os católicos como comentado anteriormente). O que há de tradição é comer frango frito e bolos decorados, que geralmente são logo encomendados no mês de novembro!

Apesar do Natal  no Japão não ser comemorado da mesma forma que no Brasil, por influência de estrangeiros, com o passar dos anos mais e mais japoneses tem demonstrado muito interesse em entender o real significado da data!

Para concluir, trouxe um vídeo onde a nossa querida Hiroko mostra exatamente algumas coisas que acabamos de falar sobre o Natal no Japão, espero que gostem =) :

11 de dez de 2012

Hitodama

 

Para você que costuma assistir animes ou mangás que abordam o tema de espíritos e youkais, a imagem acima não é nada estranha não é verdade!? 

A imagem acima ilustra a  (Hitodama - 人魂, ひとだ- alma humana). De acordo com a mitologia japonesa, a Hitodama é representada na forma de grandes bolas de fogo flutuantes, de cor azul-claro. Ela pode ser vista pouco antes de uma pessoa morrer, quando o corpo está se tornando enfraquecido!

As Hitodamas normalmente são inofensivas, mas há também as que podem torna-se agressivas, principalmente quando a pessoa foi morta acidentalmente ou assassinada. Mas geralmente elas são retratadas como almas dos seres humanos infelizes que não consegem encontrar a paz depois de morrer.

E está lenda surgiu por causa dos gases flourescentes que podem ser visto nos túmulos dos cemitérios!
Fonte: otakulife1

6 de dez de 2012

Shochu

 
É uma bebida destilada com um alto teor alcóolico. Seu sabor difere muito dependendo da matéria prima utilizada e do processo de destilagem.
A principal diferença entre o Sakê e o Shochu: o primeiro é de arroz fermentado, o segundo destilado do trigo, batata doce, cevada e até mesmo do arroz.
Shochu tornou-se, de alguns anos para cá, uma bebida muito consumida, principalmente pelos jovens, superando até acima de 2 vezes o consumo de Sakê. Devido ao crescimento repentino do  consumo de Shochu, houve até a falta de matéria prima para sua fabricação.




2 de dez de 2012

Como comer com Hashi

Sei que muita gente que gosta da cultura japonesa já deve saber como usá-lo mas se você ainda não sabe não se sinta envergonhado, pois nunca é tarde para aprender, não é verdade?
E exatamente pensando em vocês, trouxemos alguns vídeos, onde é mostrado a maneira correta de comer com Hashi, esperamos que depois de assisti-los, não seja mais um desafio para vocês! Mas óbvio que é preciso praticar para aprender né? =)



26 de nov de 2012

Omedetou gozaimasu para nós! XD


Quem diria hein!? Passou tão rápido! Completamos hoje (26/11/2012) 2 anos de blog com muita felicidade! =)
Sem dúvida esse é um grande momento para todos nós da equipe do japancultpopbr, pois mesmo não estando presentes como antes eramos, não importa o quão ocupado nós estejamos, estaremos sempre buscando reunir em no nosso espaço o melhor conteúdo sobre o Japão!
Durante esse pouco tempo de vida que nós temos rsrs Conhecemos muita gente legal de diversas partes do Brasil, e até mesmo de outros países e foi isso que contribuiu bastante para que pudéssemos a cada dia evoluir mais e mais! o/ Pois cada um tem uma visão diferente, e foi justamente com as críticas, sugestões e elogios que conseguimos chegar até aqui, o apoio de todos foi fundamental e ainda é!
Vale lembrar que não ganhamos nada com o que fazemos, somos puros fãs da cultura japonesa, o nosso pagamento é saber que vocês todos estão gostando do nosso trabalho e se não estiverem satisfeitos com algo, não custa nada puxar nossa orelha :P estamos nas redes sociais também para ouvi-los!
Que bom seria fazer uma festa e reunir todos os nosso seguidores do twitter e o pessoal que segue a nossa página no Facebook...como isso é impossível rsrs Imaginem que estamos todos reunidos em clima de muita festa, porque afinal completamos mais um ano *3*
E mais estamos preparando uma surpresa pra vocês hein!? Fiquem ligados, o aniversário é do blog mas quem ganha é sempre vocês!

Um grande abraço de toda nossa equipe :)

17 de nov de 2012

A arte de se desculpar dos japoneses

Já não é novidade que os japoneses são conhecidos pela frequência com a qual se desculpam. Mas o motivo para tanta desculpa é apenas uma questão de educação! E pode-se dizer que é um dos pilares da cultura sim, considerado como uma arte, pois exige até mesmo muita habilidade e prática.

Como assim, muita habilidade para se desculpar? 
Muitas vezes por lá não basta apenas se desculpar verbalmente, é preciso ter a postura correta e a curvatura correta do corpo, representando uma forma de arrependimento e respeito pela outra pessoa. Mas não estranhem também quando eles se curvarem em outras situações, como cumprimentar, agradecer e se despedir.

Você pode até ver um aperto de mão ou alguém acenando de longe, mas não é nada comum por lá, prefira mesmo curva-se! E lembre-se quanto mais você se curva mais respeito você está demonstrando! =)

As formas mais comuns para se desculpar são Gomen Nasai (すみません) e Sumimasen  (すみません), ambas podem ser usadas por todas as pessoas, de qualquer idade ou condição social.

Outras formas como Gomen (ごめん), Suman (すまん), Sumanai (すまない) e Warui (わるい) que são maneiras informais de pedir desculpas, usadas somente entre amigos próximos e familiares,  que são equivalentes ao nosso “Foi mal”.

Existem outras duas formas mais formais que são Shitsuree Shimasu e Moushiwake Arimasen
Como existem diversas maneiras para se desculpar, você não pode apenas usá-las de qualquer jeito, vamos entender abaixo como usá-las corretamente dependendo da situação vivenciada...

Gomen Nasai = me desculpe ou sinto muito


É a palavra mais usual para se desculpar. Para situações bem informais, ou seja para familiares ou amigos, podemos simplesmente dizer “Gomen”, “Gomen né” ou “Gomen Yo”. Nessas situações não é necessário curvar-se, mas em algumas situações um pouco mais formais, devemos curvar-se levemente como sinal de respeito.

Sumimasen 

Palavra usada para se desculpar, quando chamarmos a atenção de alguém por exemplo. Também pode ser usado como forma de dizer obrigado ao recebermos um presente ou uma gentileza de alguém. Em situações mais formais é de comum curvar-se.

Shitsuree Shimasu
É uma forma mais educada de se desculpar ou pedir licença, especialmente quando vamos entrar na casa de alguém, quando alunos entram na sala dos professores, ou quando se entra na sala do chefe. Também é usado para nos desculparmos, caso tenhamos magoado demais alguém com certas palavras.

Moushiwake Arimasen

Frequentemente usada no ambiente de trabalho, principalmente quando se faz algo de errado e é preciso se desculpar com o chefe, considerada uma das melhores formas de mostrar arrependimento. Portanto, nesse caso, é indicado se curvar bem o quanto de respeito sente pelo superior.

Fonte: japaoemfoco

9 de nov de 2012

Genji Monogatari

Genji Monogatari, traduzido como A história de Genji, o Romance de Genji ou A lenda de Genji, não possui um título propriamente dito. Em razão disso vem recebendo várias denominações através da história desde a sua publicação.

Genji Monogatari, obra clássica da literatura japonesa, escrita em princípios do século XI, é considerada uma das mais antigas da história literária. A obra refere-se à história do príncipe Genji, relatando toda a sua vida amorosa, sua recuperação do poder imperial e a vida de seus filhos após a sua morte. O livro está dividido em cinqüenta e quatro capítulos.
O romance é considerado como uma das obras mais influentes da literatura japonesa. Apesar de não se saber ao certo a respeito da autoria dessa obra, a mesma é atribuída a uma mulher que fazia parte da corte da imperatriz no final do século X e princípio do século XI.

O conto termina abruptamente, no meio de uma frase. As opiniões variam sobre se o final era a conclusão prevista para o autor. Arthur Waley, que fez a primeira tradução em inglês de todo o Genji Monogatari, acreditava que o trabalho foi de fato terminado. Ivan Morris, autor de O Mundo do Príncipe Brilahnte, acreditava que a história não foi completa, mas apenas algumas páginas ou um capítulo, no máximo, "desapareceram". Edward Seidensticker, que fez a segunda tradução do Genji, acredita que ele não foi terminado, e que Murasaki Shikibu não tinha uma estrutura planejada da história com um "final" e simplesmente foi escrevendo enquanto podia.
O Conto de Genji foi adaptado para o cinema várias vezes: em 1951 pelo diretor Kōzaburō Yoshimura, em 1966 pelo diretor Kon Ichikawa, e em 1987 pelo diretor Gisaburo Sugii. Este último é um anime que não é uma versão completa, basicamente cobrindo os primeiros 12 capítulos, ao mesmo tempo em que incluiu alguma motivação psicológica que não estava explícita no romance.
Em 2001, Tonko Horikawa fez uma adaptação com um elenco só de mulheres. No filme, Sennen no Koi - Hikaru Genji Monogatari ("Genji, Um Amor de Mil Anos"), Murasaki conta a história de Genji para uma menina como uma lição sobre o comportamento dos homens. O filme Yokihi (ou Princesa Yang Kwei-fei) de Kenji Mizoguchi, de 1955, pode ser visto como uma espécie de prelúdio para Genji.
No início de 2009, Genji Monogatari Sennenki, um anime que passou na TV com 11 episódios e foi baseado em Genji Monogatari, foi exibido na televisão japonesa. Esta adaptação foi dirigida por Osamu Dezaki.
Em 2010, outra adaptação cinematográfica foi feita.


2 de nov de 2012

Karakasa-obake


Esse youkai é um dos Tsukumogami mais conhecidos do Japão. Se trata do Karakasa-obake, também chamado de Kasa-obake, ou ainda Kasa-bake. É grande o número de Bakemonos que possuem “bake” na composição do seu nome, de forma a indicar a sua origem.

O Karakasa-obake, então era um objeto inanimado, um guarda-chuva velho, normalmente abandonado ou negligenciado pelos seus donos, que após 99 anos de existência se transformou em um Tsukumogami, uma espécie de Bakemono, um tipo de youkai, uma criatura sobrenatural oriental. O tempo aqui indicado, 99 anos, é simbólico. Ele indica, na verdade, um longo período de tempo de esquecimento e abandono. É costume levar objetos de uso pessoal que não se quer ou não se usa mais em templos xintoístas para serem descartados de forma segura, a fim de que eles não venham a se tornar Tsukumogamis depois.
Ele geralmente é retratado possuindo um único olho e uma longa língua vermelha. Pode ou não possuir dois braços, que saem do “chapéu” do guarda-chuva, e o seu cabo é substituído por uma longa perna que calça um geta, um tipo de sandália japonesa feita de madeira. Alguns desenhos mais antigos o retratam com um único olho, sem braços, e duas pernas, sem a sandália.


30 de out de 2012

Wanko Soba, vai mais uma porção?

Vocês talvez já tenham ido a um rodizio de pizza/roda pizza (ou seja la qual for o nome na sua cidade) ou a algum outro restaurante como Churrascaria, casa de massas ou qualquer outro local no qual paga-se uma vez e os garçons servem as pessoas em sua mesa quantas vezes a pessoa quiser/aceitar.
Agora, imaginem o mesmo, só que com soba.



Sim, isto existe. E para aqueles ja estão imaginando que é algo moderno ou, quem sabe, nem ao menos seja invenção japonesa, calma lá, o Wanko Soba é japonês sim e existe, pelo menos é o que dizem, há cerca de 380 anos.

O nome "Wanko Soba" é tão simplesmente a junção de soba com "wanko", "tigela" no dialeto da região de Hanamaki (JP). Um lorde teria ido visitar a cidade e um dos donos de estabelecimento local, com medo de que ele achasse muito simples comer uma tigela de soba, decidiu servir o prato em uma porção para uma única mordida, isso mesmo, uma pequena porção e uma tigela igualmente 'pequena'. O lorde gostou e ordenou uma segunda, uma terceira e assim por diante.

A ideia virou costume e foi bem aceita na região, originando assim uma espécie de 'tudo que puder comer'. O soba é servido com diversos acompanhamentos, podendo ser usados ou não. Toda vez que a pessoa termina de comer a sua porção, uma anfitriã se encarrega de colocar outra na mesma hora na tigela do cliente. Para parar, basta ser rápido e tapar o seu recipiente, antes que a pessoa sirva mais uma porção.



Esta forma de servir soba é tradição em Hanamaki, Morioka e Ichinose. Em Hanamaki e Morioka, há até mesmo uma competição de Wanko Soba. Em 2009, em Hanamaki, um recorde de 218 porções comidas em 5min foi estabelecido e em Morioka, em 2007, um recorde de 383 porções no mesmo tempo.

Ah, mas só para avisar, geralmente é necessário fazer uma reserva para ir a um destes restaurantes, então não esqueça de dar uma ligadinha antes de aparecer em um.

fontes:
NHK
japan-iwate

18 de out de 2012

Conheça as normas e as multas para andar de bicicleta no Japão


No Japão, diferente do nosso país andar de bicicleta também pode levar à prisão ou pagamento de multas, quando as leis de trânsito são infringidas, quando causam acidentes e vítimas. Pois como todo veículo, bicicleta, motos e carros, devem respeitar as placas e sinais de trânsito. Seria ótimo se aqui tivesse diversas ciclovias espalhadas pela cidade e existissem também leis para pôr ordem aos ciclistas não é mesmo?
Dá só uma conferida nas principais normas para bicicletas e as respectivas multas para as violações: 
(* vocês vão perceber que é bem levado a sério mesmo!)
Fotos: REPRODUÇÃO do blog suri-emu
E só pra finalizar abaixo trouxessemos um vídeo recente do que não deve ser feito quando você estiver andando de bicicleta no Japão! 

Fonte: suri-emu

9 de out de 2012

Otedama

 
 O otedama era tradicionalmente popular entre as meninas e conhecimento do jogo foi transmitido de avó para neta. O jogo varia muito de região para região. É um conjunto de cinco, sete ou nove pequenos saquinhos, feitos com pedaços de pano e, recheado com feijões azuki, contas, pedregulhos ou algo similar. Um deles é maior e mais colorido, diferente dos outros, denominado como o chefe (oyadama).
Há muitos tipos de jogos com saquinhos de feijão. Jogar o saquinho no ar com uma mão, pegar com a outra, e então passá-lo depressa para a mão lançadora. Repetir o movimento até conseguir ter controle. Então deve se aumentar o número de saquinhos para dois, três e depois quatro. Após muita prática, é possível jogar todos os saquinhos com uma só mão.




 
Fonte: Aliança Cultural e Wikipedia

30 de set de 2012

Cristianismo e Catolicismo no Japão

Quando pensamos no Japão e religião ou crenças, tudo que vem às nossas mentes é: XINTO.
As lendas, as criaturas, as deidades, os símbolos, tudo que o termo Xinto representa, principalmente para a cultura popular japonesa, digo, em especial os mangás e animes. A crença mais antiga do país do sol nascente é tão diversificada e densa que confunde-se história e lenda e tudo acaba se tornando uma pequena parte de uma realidade encantadora.


Japoneses orando na Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

Mas nem só Xintô há no Japão. Segundo o site Brasil Escola, as Religiões praticadas no Japão são: Xinto e suas derivadas, abrangendo cerca de 51,3% da população, Budismo, 38,3%, e, vejam só, Cristianismo com 1,2%. Os outros 9,2% estão divididos entre demais religiões existentes no país.


Observação: A maioria das pessoas, hoje em dia, aparenta ter total aversão ao Cristianismo, não julgo pessoa alguma. Este post não visa defender ou atacar o Cristianismo e seus derivados. Não tenho como intenção dizer que é algo bom ou ruim para o Japão. Este post apenas trás um panorama geral da existência do Catolicismo no Japão e de como ele chegou e 'firmou-se' lá. Peço que não postem comentários de ataque a qualquer religião, à postagem e ou a mim (Emmanuel).

Tendo isto claro, sigamos com o post.


A história do Cristianismo, mais precisamente o catolicismo, no Japão não foi um mar de rosas. Os portugueses teriam sido os primeiros europeus a aportar lá entre 1442 e 43 e as atividades missionárias teriam se iniciado em 1449. Estas atividades tiveram certo sucesso e estabeleceram algumas congregações. Diz-se que mais tarde com patrocínio da Espanha chegaram ao país as ordens de mendicância Franciscana e Dominicana. Até 1600, 95 missionários viviam lá, deles 57 eram portugueses, 20 espanhóis e 18 italianos.

Em 1582, já havia cerca de 150 mil cristãos no Japão, eram 200 igrejas e 20 padres. No auge o número chegou a 200 mil, distribuídos parcialmente no sul do país, em Kagoshima e Nagasaki.
Toda via, a intromissão estrangeira no Japão que estava em fase de unificação incomodou as autoridades e pouco a pouco foi sendo reprimida a partir de 1587 em várias partes do país, até ser proibida após a Rebelião de Shimabara, entre 1637 e 1638. Passou assim a ser celebrada em segredo pelos japoneses que não recuaram, chamados Kakure Kirishitan ('cristão escondido'). Em 1859, quando missionários franceses chegaram ao Japão, descobriu-se que cerca de 60 mil japoneses ainda  praticavam o cristianismo. As comunidades kirishitan existem até hoje. Muitas ainda tem orações como o Pai-Nosso e a Ave-Maria, recitadas em sua maioria sem serem realmente compreendidas em uma mistura de japonês, latim e português do século 16.

Primeiro Ministro do Japão e católico, Taro Aso, em encontro com o Papa. (fonte)

Além da religião, a influência portuguesa marcou a medicina, as ciências náuticas e a astronomia. Os arquitetos japoneses aprenderam técnicas para fortificação de castelos. Outros campos do pensamento ocidental também influenciaram os orientais, "a chegada dos portugueses permitiu uma alteração na maneira de pensar dos japoneses, por influência de ideias como o racionalismo e o liberalismo", diz Ikuniro Sumida, diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de KIOTO, "foi uma mudança invisível, ao contrario da introdução das espingardas e da religião".

Japoneses orando Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

A maioria dos japoneses que se mudaram para o Brasil a partir do fim do sec. 19 conheceu o catolicismo no nosso país, mas uma pequena parcela descendia dos cristãos escondidos, os kakure kirishitan. "Esse grupo foi importantíssimo para a conversão dos japoneses e nikkei brasileiros ao cristianismo. Eles ofereceram um tipo de catolicismo com o qual os japonese puderam se identificar", diz Rafael Shoji, do Instituto de Religião e Cultura da Universidade Nanzan, em NAGOIA, Japão.

Padre Domingos (fonte)

Entre os cristãos que chegavam aqui estava um missionário católico, o monsenhor Domingos Nakamura., Nascido no arquipélago de Goto, ele conhecia as famílias que atendia, no Paraná e em São Paulo, por causa de seu trabalho anterior, na paróquia de Kagoshima. Madelena Hashimoto Cordaro, 51, professora de Literatura Japonesa na USP, também descende de 'cristão ocultos' e relata: "Meu pai contava histórias sobre perseguições ocorridas no passado e crucificações na praia".

Japoneses orando na Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

O Catolicismo não é a única religião cristã presente no Japão e outras religiões fora do Cristianismo também podem ser achadas no país, mesmo que com grande 'dificuldade'. Outras religiões estão presentes em alguns títulos de mangá e ou anime, mesmo que como figurantes e acabam fazendo um contraste interessante nos mesmos.


Fontes:

25 de set de 2012

Akasuri

A esfoliação corporal Akasuri surgiu na Coréia mas se tornou popular no Japão, onde é muito usada após o banho de ofurô. O objetivo é promover uma limpeza profunda da pele do corpo. A sessão do Akasuri dura cerca de uma hora e meia, onde o processo é inicia com um banho de banheira com água quente (entre 38 e 40 graus), para amolecer as células mortas.

Logo depois, deita-se em uma maca para a sessão de esfoliação em si: a(o) fisioterapeuta faz movimentos de vaivém vigorosos com ajuda de uma luva especial. A técnica não pode ser empregada em pessoas com lesões ou logo depois de um bronzeamento. Além de deixar a pele macia, o método se propõe a melhorar a circulação sangüínea, acelerar o processo de renovação celular e prevenir pêlos encravados. Confira no vídeo abaixo como é o processo:
Mas e ai o que você achou do Akasuri? Gostaria de passar por um sessão dessa? 
Fonte: nikkeypedia

20 de set de 2012

Koto

Trazido da China no século 11, o koto é uma espécie de cítara japonesa. A caixa é feita de madeira medindo aproximadamente 180 cm de comprimento por 30 cm de largura. Geralmente, esse instrumento possui 13 cordas, cada uma esticada sobre uma espécie de cavalete e tocada com as duas mãos, sendo que na direita são colocados plectros nos dedos polegar, indicador e médio.
Quando veio da China, o koto já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão, sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Seu ancestral é o instrumento musical chines Guzheng.
O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. Nos Contos de Genji, o Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016, o koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike, o Heike Monogatari, a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.


Fonte: Fundação Japão e Wikipedia

15 de set de 2012

Keiro no Hi

 O Keiro no Hi ( 敬老の日)é um feriado dedicado aos idosos. É comemorado na 3ª segunda-feira de setembro, que nesse ano será dia 17. Os japoneses oram pela longevidade dos mais velhos e os agradecem pelas contribuições feitas à sociedade ao longo de suas vidas.
O Japão é o país onde se concentra o maior número de idosos no mundo e portanto essa data é muito significativa e de extrema importância para o povo japonês.
A data surgiu em 1947, quando uma pequena aldeia em Hyogo resolveu oficializar a data, como forma de respeito e valorização aos anciãos japoneses, que sempre contribuíram para o país com sua sabedoria e seu trabalho. A data escolhida foi bem propícia, já que nesta época do ano o calor intenso já passou e o clima se torna mais ameno.
Nos meados da segunda quinzena de setembro, as colheitas nas plantações já terminaram e as condições climáticas normalmente são boas.
 
Keiro no Hi é uma data criada exclusivamente no Japão, ao contrário do Dia das Mães, que foi “importada” dos países ocidentais. Nesse dia, as famílias se reúnem e celebram junto aos seus entes mais velhos.
É o dia para se dar aquele bom e velho abraço e se por acaso alguém na família estiver completando 60 anos, costuma-se presenteá-lo com algo da cor vermelha, considerada uma cor de proteção.


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