28 de jan de 2013

Clubes na escola e na faculdade...




Bom, para quem já viu animes ou dorama escolares devem ter vistos várias atividades diferentes na “grade curricular”, uns realizados nos prédio da escola/faculdade, tais como esportes, música, arte, cultura tradicional japonesa, etc.

O motivo disso é bem simples: a partir do momento que a pessoa frequenta a escola, ela deve escolher alguma atividade extra, desde leitura até trabalho voluntário. Normalmente, as pessoas tendem a se identificar com o clube escolhido e isso influência diretamente na escolha da profissão/faculdade.


Essas atividades são realizadas após o período escolar, basicamente entre as cinco e sete horas da tarde, mas não é raro ficarem mais tempo. Como é de se esperar, a medida que o tempo passa, a coisa fica mais rígida e séria. Os clubes de música e esporte, por exemplo, só aceitam pessoas com um certo nível, e os encontros são realmente treinos.


Para aqueles que desenvolverem um interesse tardio por alguma dessas atividades, há os ‘circles’. Essas são atividades que visam iniciantes ou apenas pessoas que a praticam por hobby. Por exemplo, imagine que você gosta muito de música e mesmo não tendo instrumento gostaria de entrar no clube, não se preocupe há clubes que os próprios membros emprestam! =) 


Apesar de toda a importância na educação e formação da pessoa, me parece que o principal motivo desses clubes serem tão famosos é outro: o Japão é um país muito regrado, a algumas vezes excludente. Qualquer coisa fora do padrão é ignorada para não alterar a ordem. Ora, as pessoas estão acostumadas com suas famílias e durante a aula o silêncio e o respeito impera.


Assim sendo, como desenvolver amizades? Simples, dando um forcinha nos interesses em comum, diminuindo (as supostas) diferenças. Outro problema é espaço: não há como reunir amigos em casa e/ou ir para algum lugar “se divertir” – entre aspas, porque a palavra “asobu” (divertir-se) tem um certo conceito negativo no Japão, é inimaginável ver amigos “se divertindo” todos os dias no Japão. Para se encontrarem é preciso um motivo.


*Clubes que é possível encontrar na faculdade: clubes de línguas, artes (teatro, cinema, fotografia, pintura, dança, literatura), relações humanas (história, filosofia, política, sociologia), artes tradicionais japonesas (kimono, chá, arranjo floral, caligrafia japonesa), trabalho voluntário, música (a cappella, contemporânea, clássica, tradicional japonesa) e esportes (cujos principais são caratê, judô, rugby e baseball).


Fonte: radioblast

20 de jan de 2013

Yamata no Orochi

 Há duas versões da lenda deste monstro, o Yamata no Orochi (八岐の大蛇). Porém, em ambas, é uma cobra gigante, de oito cabeças e oito caudas.

Na primeira lenda, o deus Susano’o, querendo compensar o mal que fez à sua irmã Amaterasu, foi até a região que era aterrozida pela cobra e, após derrotá-la, achou em suas caudas a espada Kusanagi, que foi entrege por ele à sua irmã.
A outra lenda conta que ele achou um casal de idosos muito tristes, abraçados a uma garota. Ele perguntou o porquê da tristeza, e eles disseram que todo ano a Yamata no Orochi devorava uma de suas filhas, e aquela era a sua oitava e última filha. O deus mandou o casal preparar saquê e colocou oito barris em frente à casa. Quando o monstro chegou, foi direto para os barris de sakê. Com o monstro embriagado e adormecido, o deus teve a oportunidade de cortar suas cabeças e caudas. Em uma das caudas foi encontrada a espada Kusanagi, que foi entrege aos deuses porque era uma espada sagrada.

A espada Kusanagi, também conhecida como Murakamo, existe de verdade e é um dos três tesouros sagrados do Império Japonês, junto ao Espelho Kagami e as Joias Magatama.




Fonte: Rádio Blast!


O fabuloso Castelo de Matsumoto

Matsumoto é a segunda maior cidade da província de Nagano e é muito conhecida por seu belíssimo castelo, chamado em japonês de Matsumoto-jo.  Ele é um dos únicos castelos que ainda mantêm a construção original preservada. Não há nada que afirme o seu ano de origem, mas acredita-se que tenha sido entre 1593 e 1594.
Durante seus vários anos de existência correu sérios riscos de ser destruído. Em 1868, logo após o fim do xogunato o governo Meiji ordenou a destruição e fechamento de diversos castelos no país, e o Castelo de Matsumoto estava na lista. Chegando em 1872, o mesmo foi colocado em leilão e caso não houvesse um comprador, seria demolido. Mas graças a um empresário da cidade chamado Ryozo Ichikawa que comprou-o ele foi poupado.

Com o passar dos anos sem receber manutenção, passou a correr o risco de desabar. Mas novamente, com o apoio o povo da cidade, uma reforma que durou dez anos, de 1903 a 1913 foi realizada.

Somente em 1936 é que o governo do país reconheceu o grande valor histórico e arquitetônico do castelo e lhe concedeu o título de tesouro nacional.

Divisão do Castelo: 

                                         
Kuro-mon (portão preto) - Os portões principais que dão acesso à "honmaru" (ala principal) são o "kuro-mon" e o "masugata" (portão quadrado), ambos essenciais para a segurança do castelo. O primeiro portão "yagura-mon" (portão andaime) foi reconstruído em 1960. O segundo portão, masugata (portão quadrado) e a parede lateral foram reconstruídos em 1990.


                                      


Taiko-mon (portão cilíndro) - O "taiko-mon-masugata" (portão quadrado em forma de cilindro) foi construído cerca de 1595, e fica no topo da parede de pedra do Norte. A "taiko-ro" (torre cilíndrica) foi usada para assinalar o tempo, como um relógio. Era igualmente usada para chamar as pessoas para assembleias e durante as emergências. Foi reconstruída em 1999.

Goten (residência) - O "goten" (residência) foi construída depois da conclusão da "tenshu" (torre de menagem) e usada como palácio do Senhor e como centro administrativo. Foi arrasada pelo fogo em 1727 e nunca mais foi reconstruída.

Tenshu (torre de menagem) - A torre de menagem, atualmente  tem seis andares, embora, vista do exterior, pareça ter apenas cinco. O interior do terceiro andar da torre não tem janelas e foi desenhado como um piso secreto para os inimigos do castelo. Foi usada para alojar soldados nos tempos de guerra. O segundo andar tem distintivas janelas com "tategoshi" (grades verticais). Foi igualmente usado como local de recolhimento de soldados. O segundo andar tem, ainda, uma coleção de arcabuzes. O sexto andar foi usado como torre de vigia, mas possui um relicário no tecto dedicado ao deus Nijuroku-ya-shin (deus de 26 noites).

Yagura (andaime) - esta ala do edifício é uma sala desenhada especificamente para observar a Lua e é referida como a Sala da Lua ou Observatório da Lua. Três dos lados da sala (Norte, Este e Sul) estão abertas ao ar quando as "mairado" (portas corrediças) estão abertas. Esta área não pode ser vista a partir da torre.

Confiram um vídeo que mostra esse belo Castelo:

14 de jan de 2013

Seijin no Hi (成人の日)

Seijin no Hi - Traditional Clothes
Geralmente na segunda segunda-feira do mês de janeiro, é comemorado o "Seijin no Hi", dia reservado para comemorar a transição dos jovens da adolescência para a vida adulta, ou seja, aqueles que atingiram os 20 anos de idade.
Esta é a idade mínima para que a pessoa possa votar, beber e fumar no Japão, portanto, o dia do "Seijin no hi" tem por objetivo conscientizar os "novos adultos" sobre suas responsabilidades perante a sociedade. Podem se considerar adultos os que fazem aniversário entre 2 de abril do ano anterior e 1 de abril do ano corrente.
 A cerimônia do "Seijin no Hi" é conhecida como "Seijin-shiki" e é um considerado um dos três rituais de passagem ("tsuka girei"), os outros dois são casamento e funeral. As comemorações consistem de várias cerimônias nas cidades locais, sendo acompanhada de visita a templos e da entrega de presente aos "novos adultos".
Seijin No Hi - Coming of Age Day
As mulheres geralmente vestem um estilo de kimono chamado de furisode não só para ficarem mais bonitas mas para também tirar muitas fotos. Enquanto os homens preferem usar ternos e gravatas, podendo também optar pelos "kimonos masculinos" ou o "hakamashita" se preferir. E sabe o que costuma acontecer? Muitos preferem reformar ou alugar a vestimenta para a ocasião a comprar uma peça nova, pois os kimonos japoneses são caros.
E pra finalizar trouxe um vídeo de 2011 bem bacana que mostra os jovens se encontrando e se preparando para a cerimônia:

Fonte: shikinami *as duas fotos foram retiradas do flickr deste talentoso fotógrafo.

6 de jan de 2013

Mensagem do ano novo do Imperador relembra vítimas da tsunami

Como de costume sempre que um novo ano começa, o Imperador do Japão, atualmente o Akihito, se pronuncia diante dos japoneses para desejar felicitações de ano novo à nação, no palácio Imperial de Tóquio.
E nesse ano de 2013, o Imperador fez questão de recordar as vítimas e os afetados pelo tsunami ocorrido em 11 de março de 2011, se expressando com as seguintes palavras:

"Que estimulante ver que tantas pessoas visitaram as áreas afetadas para dar seu apoio, depois do terremoto e tsunami que afetaram o nordeste do país"... e finalizou dizendo: "Gostaria que permanecêssemos ao lado dos moradores desta região"

Após a terrível catástrofe, que causou o acidente nuclear na central de Fukushima Daiichi, mais de 19.000 pessoas morreram, felizmente o país conseguiu executar diversos esforços de reconstrução, no entanto muitas pessoas que foram afetadas pela tragédia ainda não voltaram para suas casas, as quais foram destruídas ou não podem ser mais habitadas por consequência da radiação. 

Com certeza com a grande capacidade de superação dos japoneses e com o apoio do resto do mundo que lamenta muito pelo ocorrido, todos que estão sofrendo muito com esta situação ficaram bem e terão novamente o lugar bom de se morar...sem dúvida esse é o pensamento do Imperador!
Fonte: g1

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